sexta-feira, 31 de julho de 2009

Fuck...

Detesto Arrogância
Os arrogantes deviam aprender a arte do silêncio. Seriam mais felizes, fariam os outros mais felizes o Mundo seria melhor.
Ou então deviam ser acometidos de uma afonia permanente.
Ou então deviam ser recicláveis.
Ou então não deviam sequer existir.
Ou então...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Julgar e Condenar é só o que interessa

" (...) e depois, voltando-se para a roseira, prosseguiu: - O que é que vocês estavam aqui a fazer?
- Nós, Vossa Majestade, - disse o Dois, num tom muito humilde, de joelho por terra enquanto falava, - estávamos a tentar...
- Bem vejo! - bradou a Rainha, que entretanto estivera a examinar as rosas. - Cortem-lhes as cabeças! "
Quantas e quantas vezes quero-me explicar e não me deixam. Entretanto já me julgaram e condenaram, nada a fazer. Será que as pessoas conseguem ver toda a realidade por detrás de uma acção?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Palavras para quê?

" -Então devias dizer o que pensas - continuou a Lebre de Março.
- E digo - apressou-se Alice a responder - ... pelo menos, penso o que digo ... é a mesma coisa, sabes?
- Não é nada a mesma coisa! - protestou a Lebre de Março. - Ora, nesse caso também podias dizer que « Vejo o que como » é a mesma coisa que « Como o que vejo»! "
As pessoas brincam com as palavras, ou usam as palavras, ou abusam das palavras. Será por ignorância? Será por maldade? Será por loucura? Vou dando mais atenção às acções que às palavras. É tão fácil dizer, agora fazer? Digo o que faço, faço o que digo. Hummm ... Poucas são as pessoas que fazem aquilo que dizem. Aliás quanto mais falam menos acertam. Penso o que digo, ou digo o que penso, digo o que não penso, não penso o que digo, tanto faz.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Alguém tem alguma coisa de agradável para dizer?

" - Não te ponhas a grunhir - repreendeu-o Alice - Isso não são maneiras de te exprimires. (...) E começou a pensar nas crianças que conhecia que podiam dar lindos porcos, dizendo de si para si « se ao menos soubéssemos a maneira de as transformar...»

Não sei o que se passa mas só oiço "grunhir" à minha volta. Dizem coisas que não entendo, palavras e acções parecem não condizer, nada têm de agradável para dizer, e o que de agradável podem dizer são mentiras. Conheço pessoas que dariam uns belos porcos e porcos que dariam excelentes pessoas.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Uma questão de tamanho

"Porque eu sou do tamanho do que vejo", escreveu Alberto Caeiro. Será que é assim mesmo? Sei que quando estou pequena "vejo" tudo muito mais ao promenor, talvez dê mais importância às pequenas coisas. Quando estou grande, alargo os horizontes, as coisas não são ou pretas ou brancas, consigo ver os tons de cinzento, o que quase sempre não torna nada fácil tomar certas decisões. Por vezes o ser grande deixa-me em situações bem incómodas, sempre esperam demasiado de nós. Ser pequena também tem os seus contras. O Mundo parece tomar uma dimensão que provoca uns receios e inseguranças terríveis, talvez isso seja estúpido porque ser grande também não faz com que os medos desapareçam, talvez fiquem é mais disfarçados. Talvez fiquemos mais com a sensação de que conseguimos controlar tudo e que as pessoas nos olham de uma maneira diferente. Será que quanto mais "vemos" mais crescemos? Será que isso é bom? Sempre aumento e diminuo e ainda não cheguei a conclusão nenhuma. Será que o tamanho interessa?

domingo, 14 de junho de 2009

"Meter conversa"

" A Lagarta e Alice contemplaram-se mutuamente em silêncio durante algum tempo. Por fim, a Lagarta tirou o cachimbo de água da boca. e dirigiu-se-lhe numa voz sonolenta e lânguida.
- Quem és tu? - perguntou."

Certas pessoas não sabem mesmo como "meter conversa". Podia ter perguntado se queria experimentar o cachimbo... Gostam de fazer perguntas difíceis, serem "cuscas", querem uma resposta que demore uma vida a responder para não terem de falar mais. Possívelmente depois nem ouvem metade do que se diz. Falarmos de nós pode-se tornar muito aborrecido. Falarmos de nós também pode parecer que dizemos só mentiras. De qualquer forma, será que eu sei quem sou? O que sou agora não serei mais no momento seguinte. Também ninguém pode ajudar-me. Sempre reparo que cada pessoa vê e entende-me à sua maneira.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Forever young

"- Não tens o direito de crescer aqui - censurou o Arganaz.
- Não digas disparates - ripostou Alice, mais abruptamente. - Sabes que também estás a crescer. - Sim, mas eu cresço a um ritmo razoável - disse o Arganaz - e não dessa maneira ridícula."

Este Arganaz tem cada uma! Cada um cresce ao seu ritmo. Umas vezes crescemos mais depressa outras vezes somos mais lentinhos. Ainda não percebi se crescer é importante. Quanto mais crescemos mais difícil se torna a vida. Em crianças só queremos ser adultos, imitamos os adultos, queremos ser adultos bem depressa. Depois de adultos não podemos ter certo tipo de reacções, temos de seguir um padrão: sermos chatos!. Padrões menos adequados, e vá-se lá saber o que é menos adequado e onde estão essas regras, são punidos logo com uma belíssima frase: vê se cresces! Como se isso fosse uma grande coisa. Sinceramente, esta "profissão de adulto" não está com nada, parece que temos de esquecer mesmo o que já fomos em criança.